Institucionalização na velhice: uma revisão sistemática da literatura sobre preditores em contexto de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI)

Contenido principal del artículo

Ricardo Crispim

Resumen

Um vasto conjunto de pessoas idosas necessita de cuidados específicos. A ausência de rede de suporte e/ou a existência deficitária desta impulsiona a solicitar apoio às ERPI. O objetivo deste trabalho é investigar, à luz da literatura nacional e internacional, os fatores preditores da institucionalização em ERPI. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, realizada nas bases de dados WEB OF SCIENCE, ScienceDirect, SCOPUS e demais artigos relevantes. A amostra final foi constituída por 26 estudos. Os preditores de institucionalização de pessoas idosas identificados com forte evidência foram: perda de saúde e autonomia das pessoas mais velhas, bem como da inexistência, incapacidade e ausência de rede de apoio informal que garanta o apoio nas AVD e AIVD daqueles que experienciam a velhice. Estudos desta natureza oferecem alertas acerca dos públicos que atualmente recorrem às ERPI e aqueles que futuramente surgirão. Fornecem-nos indicadores valiosos que permitirão (re)configurar os cuidados às pessoas idosas nos estabelecimentos residenciais agora e no futuro. Por fim, permite aos interventores sociais (re)fundarem matérias essenciais de atuação e reflexão na Gerontologia e, no caso particular, no Serviço Social.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Detalles del artículo

Cómo citar
Crispim, R. (2021). Institucionalização na velhice: uma revisão sistemática da literatura sobre preditores em contexto de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). methaodos.Revista De Ciencias Sociales, 9(2), 258-271. https://doi.org/10.17502/mrcs.v9i2.499
Sección
Artículos
Biografía del autor/a

Ricardo Crispim, Universidade de Coimbra

Ricardo Crispim é Doutorando no Programa Interuniversitário de Doutoramento em Serviço Social na FPCE-UC. Mestre em Serviço Social pela mesma instituição e mestre em Ciências da Educação pela ESECS-IPLeiria. Duplamente licenciado em Educação Social e em Serviço Social pela ESECS-IPLeiria. Interventor Social no campo da Gerontologia em ERPI. As principais linhas de pesquisa são: Intervenção Social, Políticas Sociais, Envelhecimento Ativo e Saudável, Participação.

Citas

Alves, S., Ribeiro, O. e Paúl, C. (2020): “Unmet needs of informal carers of the oldest old in Portugal”, Health and Social Care in the Community, 28 (6): 2408-2417. https://doi.org/10.1111/hsc.13063

Alzheimer’s Disease International [ADI] (2019): World Alzheimer Report 2019. Attitudes to dementia. Disponível na web: https://www.alzint.org/resource/world-alzheimer-report-2019/

Alzheimer Europe (2019): Dementia in Europe Yearbook 2019 Estimating the prevalence of dementia in Europe. Disponível na web: https://www.alzheimer-europe.org/Publications/Dementia-in-Europe-Yearbooks

Betini, R. S., Hirdes, J. P., Lero, D. S., Cadell, S., Poss, J. e Heckman, G. (2017): “A longitudinal study looking at and beyond care recipient health as a predictor of long-term care home admission”, BMC Health Services Research, 17 (1): 1-10. https://doi.org/10.1186/s12913-017-2671-8

Brandão, D., Ribeiro, O., Oliveira, M. e Paúl, C. (2017): “Caring for a centenarian parent: an exploratory study on role strains and psychological distress”, Scandinavian Journal of Caring Sciences, 31 (4): 984-994. https://doi.org/10.1111/scs.12423

Cabral, M. V. (2017): “O envelhecimento sociodemográfico e os seus riscos”, em Ferreira, P. M.; Cabral, M. V. e Moreira A. eds.: Envelhecimento na Sociedade Portuguesa. Pensões, Família e Cuidados: 99-109. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.

Carvalho, M. I. (2014): “Serviço Social e intervenção com idosos: Desafios atuais”, em Carvalho, M. I. e Pinto, C. eds.: Serviço Social. Teorias e Práticas: 421-436. Lisboa: PACTOR.

Comissão Europeia [CE] (2021): Livro verde sobre o envelhecimento. Promover a responsabilidade e a solidariedade entre gerações.

Comissão Europeia. Disponível na web: https://bit.ly/3mGzcVO

De Medeiros, M. M., Carletti, T. M., Magno, M. B., Maia, L. C., Cavalcanti, Y. W. e Rodrigues-Garcia, R. C. (2020): “Does the institutionalization influence elderly’s quality of life? A systematic review and meta-analysis”, BMC Geriatrics, 20 (1): 1-25. https://doi.org/10.1186/s12877-020-1452-0

Eurocarers (2019): Number of carers and existing support measures across the EU. Disponível na web: https://bit.ly/3iI2zpt

Ferreira da Silva, D., Talitha Fernandes Barbosa, K., Marilaid da Silva Honório, G., Texeira de Carvalho Dias, C., Pessoa da Rocha Leal, N. e Maria Rodrigues Lopes de Oliveira, F. (2020): “Institucionalização da pessoa idosa: determinantes e caracterização sociodemográfica”, Cultura de Los Cuidados. Revista de Enfermeria y Humanidades, 24 (58): 217-228. https://doi.org/10.14198/cuid.2020.58.19

Gabinete de Planeamento e Estratégia [GPE] (2021): Carta Social–Rede de Serviços e Equipamentos 2019-Relatório 2019. Disponível na web: http://www.cartasocial.pt/pdf/csocial2019.pdf

— (2019): Carta Social-Rede de serviços e equipamentos-Relatório 2018. Disponívem na web: http://www.cartasocial.pt/pdf/csocial2018.pdf

Goodwin, J. S., Howrey, B., Zhang, D. D. e Kuo, Y. F. (2011): “Risk of continued institutionalization after hospitalization in older adults”, Journals of Gerontology-Series A Biological Sciences and Medical Sciences, 66 A (12): 1321-1327. https://doi.org/10.1093/gerona/glr171

Guedes, J. (2014): “Cuidados formais a idosos. Desafios inerentes à sua participação”, em Fonseca, A. M. ed.: Envelhecimento, saúde e doença. Novos desafios para a prestação de cuidados a idosos, 184-209. Lisboa: Coisas de Ler.

Hajek, A., Brettschneider, C., Lange, C., Posselt, T., Wiese, B., Steinmann, S., Weyerer, S., Werle, J., Pentzek, M., Fuchs, A., Stein, J., Luck, T., Bickel, H., Mösch, E., Wagner, M., Jessen, F., Maier, W., Scherer, M., Riedel-Heller, S. G., e König, H. H. (2015): “Longitudinal predictors of institutionalization in old age”, PLoS ONE, 10 (12), e0144203. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0144203

Instituto Nacional de Estatística [INE] (2020): Tábuas de Mortalidade em Portugal. Disponível na web: https://bit.ly/3sZgdYe

— (2012): Mais de um milhão e duzentos mil idosos vivem sós ou em companhia de outros idosos. Disponívem na web: https://bit.ly/3rQpEYS

Lippi Bruni, M. e Ugolini, C. (2016): “Delegating home care for the elderly to external caregivers? An empirical study on Italian data”, Review of Economics of the Household, 14 (1): 155-183. https://doi.org/10.1007/s11150-014-9253-x

Lopes, V. M., Scofield, A. M. dos S., Alcântara, R. K. de, Fernandes, B. Karen C., Leite, S. F. e Borges, C. L. (2018): “O que levou os idosos à institucionalização?”, Revista de Enfermagem UFPE on Line, 12 (9): 2428-2435. https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i9a234624p2428-2435-2018

Luppa, M., Luck, T., Weyerer, S., König, H. H., Brähler, E. e Riedel-Heller, S. G. (2009): “Prediction of institutionalization in the elderly. A systematic review”, Age and Ageing, 39 (1): 31-38. https://doi.org/10.1093/ageing/afp202

Mendes, M. F. (2017): “Envelhecimento e fecundidade: uma antevisão do nosso futuro demográfico”, em Cabral, M. V., Ferreira, P. M. e Moreira A. eds.: Envelhecimento na sociedade portuguesa. Pensões, família e cuidados: 111-140. Lisboa: Instituto de Ciências Sociais.

Moraes, C. A. de S. (2017): “Pesquisa em Serviço Social: concepções e críticas”, Revista Katálysis, 20 (3): 390-399. https://doi.org/10.1590/1982-02592017v20n3p390

Moreira, M. J. (2020): Como envelhecem os portugueses. Envelhecimento, Saúde, Idadismo. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Mouro, H. (2013): “Envelhecimento, politicas de intervenção e Serviço Social”, em Carvalho, M. I. de ed.: Serviço Social no envelhecimento: 17-34. Lisboa: PACTOR.

Nogueira, M. F., Lima, A. A., Trigueiro, J. V., Torquato, I. M., Henriques, M. E. de M. e Alves, M. do S. C. (2016): “Comparando a qualidade de vida de idosos institucionalizados e não-institucionalizados”, Revista Enfermagem, 24 (5). https://doi.org/10.12957/reuerj.2016.28185

Observatório Português dos Sistemas de Saúde [OPSS] (2015). Acesso aos cuidados de saúde. Um direito em risco? Relatório de Primavera 2015. Disponivel na web: https://bit.ly/3mJQaTb

Organisation for Economic Co-operation and Development [OECD] (2019): Health at a Glance 2019. OECD Indicators. Disponível na web: https://doi.org/https://doi.org/10.1787/4dd50c09-en

Pimentel, L. G. (2012): A prestação de cuidados a pessoas idosas dependentes: uma análise das relações familiares intergeracionais e de germanidade. Instituto Universitário de Lisboa: Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. (Tese de PhD).

Pimentel, L. G. e Albuquerque, C. P. (2010): “Solidariedades Familiares e o Apoio a Idosos. Limites e Implicações”, Textos & Contextos, 9 (2): 25-263. https://bit.ly/3FtPxps

Pinto, D. C. (2013): Por que vão os idosos para lares? Determinantes no internamento de pessoas maiores de 65 anos em instituições de longa permanencia. Universidade de Lisboa: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. (Dissertação de mestrado).

Pinzón-Pulido, S., Garrido Peña, F., Reyes Alcázar, V., Lima-Rodríguez, J. S., Raposo Triano, M. F., Martínez Domene, M. e Alonso Trujillo, F. (2016): “Factores predictores de la institucionalización de personas mayores en situación de dependencia en Andalucía”, Enfermeria Clinica, 26 (1): 23-30. https://doi.org/10.1016/j.enfcli.2015.08.003

PORDATA (2021): População residente: total e por grandes grupos etários. Disponível na web: https://bit.ly/3xaKVzx

— (2021a): Esperança de vida à nascença: total e por sexo (base: triénio a partir de 2001). Disponível na web: https://bit.ly/3BujeUW

— (2021b): Esperança de vida aos 65 anos: total e por sexo (base: triénio a partir de 2001). Disponível na web: https://bit.ly/3uYrjyN

— (2021c): Em 2019 continuou a tendência de redução do risco de pobreza. Em 2020 assistiu-se a uma redução da privação material e ao agravamento das condições de saúde-2020. Disponível na web: https://bit.ly/3mHwoYH

— (2020): Indicadores fundamentais de saúde apontam para melhoria nos anos recentes, embora alguns mantenham níveis inferiores aos médios da União Europeia (UE-28)–2008-2019. Disponível na web: https://bit.ly/3iMpQ9P

— (2019): População residente: total e por grandes grupos etários. Quantos são os jovens, os idosos ou as pessoas em idade activa? Disponível na web: https://bit.ly/3w7Xknl

Rodrigues, R. (2017): “Cuidados de longa duração para idosos no contexto europeu: múltiplas soluções para um problema comum?”, em Ferreira, P. M.; Moreira, M. V. e Cabral, A. eds.: Envelhecimento na sociedade portuguesa. Pensões, família e cuidados: 165-179. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.

Rosa, M. J. (2020): Um tempo sem idades (The age of no age). Ensaio sobre o envelhecimento da população. Lisboa: Tinta da China.

Serviço Nacional de Saúde [SNS]. (2020): Estruturas Residenciais para idosos. Portugal regista evolução positiva da Covid-19 nos lares. Disponívem na web: https://bit.ly/3AKfQEj